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Por infelicidade do destino e com antecedentes de familiares doentes oncológicos, em Maio de 2003, após várias idas a médicos e a urgências, fiquei consternada com os exames prescritos pelo médico de família onde pude ter conhecimento do problema de saúde que me afectava.

Após o diagnóstico do médico fui imediatamente operada à mama direita, tinha um tumor que se veio a confirmar ser maligno.

Fiz os respectivos tratamentos de quimioterapia e radioterapia, fui muito bem tratada no Hospital Particular de Lisboa e na Clínica de Santo António na Reboleira.

Estou grata aos médicos que me salvaram a vida, mas, neste caso, vi-me com um fantasma às costas difícil de libertar.

Passei muitos momentos de desespero, sem saber muito bem o que fazer e com quem falar, pois o assunto é delicado e nem todos o percebem.

Um dia, desesperada, e como sou mãe de um adolescente que na altura tinha 10 anos, necessitava de ajuda para mim e para ele, folheei revistas, listas telefónicas, tudo onde pudesse encontrar a ajuda pretendida.

Um belo dia e já com a quimioterapia completa, através das páginas amarelas, vislumbrei o que seria a partir de então o meu anjo da guarda: a União Humanitária dos Doentes com Cancro.

Logo de imediato liguei para a Linha Contra o Cancro e passadas duas horas eu tinha na minha casa de Sintra duas psicólogas prontas para nos ajudar!

A União Humanitária dos Doentes com Cancro passou a ser a minha casa de apoio, onde, quer eu quer o meu filho, quando aflitos, basta telefonar e logo vem a bonança.

E tudo isto completamente gratuito, o que também é de louvar.

Queria acrescentar que depois de mim e do meu filho, consegui encaminhar para a associação várias crianças da escola do meu filho.

Estou-me a lembrar do diálogo com a minha filha mais velha, de ela me pedir que necessitava desta ajuda para um menino, doente oncológico, com 7 anos, a precisar urgentemente de apoio.

Ele foi também a partir daí ajudado, e ainda hoje este menino adora ouvir falar da União Humanitária dos Doentes com Cancro e das suas doutoras.

Esta criança, de tão emocionada, sempre que se fala da União Humanitária dos Doentes com Cancro até lhe vêm as lágrimas aos olhos!

O mesmo acontece com a sua mãe e eu própria, felizes por haver ajudas destas no nosso país.

O meu muito obrigado por tudo.

Agora estou bem, a viver um dia de cada vez, tranquila, e com os meus fantasmas já afastados, graças à União Humanitária dos Doentes com Cancro.

Hoje em dia também eu sou voluntária da União Humanitária dos Doentes com Cancro, para poder ajudar quem entra de novo, para que possa igualmente ter todo o apoio que necessite e também um sorriso e um coração mais quente.

 

Sintra, 26 de Agosto de 2008.

Raquelinda de Magalhães

 
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